sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Sobre o Amor

Já escrevi este texto mil vezes ... no coração, na mente ... só falta no papel ou aqui.
Seriam tantas as coisas que nunca há uma forma certa de acabar ou começar ...

Mas ultimamente o que tenho sentido traduz-se perfeitamente em dois contos que hoje li, de Pedro Chagas Freitas e quando li o que queria escrever, perdeu-se o sentido de o contar.

A escrita dele é subtil, rendi-me logo nos primeiros parágrafos. Escrever sobre amor com tanta poesia não é difícil .. mas também não é fácil. No entanto, é fácil agradar ... quem não se revê em histórias de amor?

Todos nós temos um amor  ...
... perdido ...
... não correspondido ...
... impossível ...
... inesquecível ...
... que perdura ... apesar da amargura.

Porque os sentimentos vão e as memórias ficam ... e o mais certo que temos na vida é que o preço da mesma, é amar.


domingo, 13 de outubro de 2013

Morre sempre alguém.

É a festa em Ribamar ... e como não podia deixar de ser, morreu alguém.
Não que a morte deva ser celebrada, nada disso, mas porque esta é já uma premissa destas andanças.

Esta senhora era linda!
Apesar de não a conhecer muito bem (infelizmente) bastou-me pouco para perceber que bastavam uns minutos de conversa miúda para nos sentirmos tão confortados com a calma que ela nos transmitia.

Era uma daquelas pessoas verdadeiramente espirituais. Com uma energia limpa, transparente, inspiradora,  tão bonita.
Gostava muito de a visitar quando tinha a loja mas de facto não sabia que "estava mal" de novo.
"São aquelas doenças chatas" diziam-me hoje.

Para onde quer que tenha ido, sei que foi para um sítio tão bonito como ela.

Morre sempre alguém.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

So I Run

Estou de novo esmagada ...
Afogada em projectos pessoais e sentimentos contraditórios.

Se os primeiros me fazem suspirar, os segundos o mesmo fazem.
Porque quero sempre fazer e viver tudo de uma vez, mesmo que isso não seja possível de conciliar nas 24 horas de um dia, nos 100 anos de uma só vida.

Acreditem, as minhas intenções são boas.
Não posso fazer tudo e ser tudo de uma vez e é por isso que se tudo já me distrai ..preciso de algo para me distrair ...

So I Run...
(from you and from me, from us. from all. from everything)

An then I come back.


  
PS. - não sou eu ... mas é precisamente a que me refiro. 

sábado, 28 de setembro de 2013

A Magia na Chuva

Quando se é mãe uma criança, há coisas que ganham novo brilho.

Dou por mim a comover-me muito mais desde que o V. nasceu. É nos pequenos pormenores diários que isso acontece, principalmente por ver como ele lida com os animais, com a importância que dá ás plantas, pela forma activa com que vive as coisas.

Hoje começou a chover num ápice e se ao início se conteve e abriga-mo-nos debaixo das árvores (estávamos na rua), passados uns minutos segurá-lo era impossível ... e por isso deixei-o ir.

O que se passou a seguir foi um dos momentos mais bonitos que já vivi com o Vicente.
Parece tirado de um filme mas a verdade é que ele chapinhou...rodopiou ... sentiu a cara molhada ... e abriu a boca para beber água, sempre a olhar para o céu. Foi magia!

Fiquei imóvel a ver tudo aquilo e só pensava: 

"Em que altura da nossa vida deixamos de ver a vida ASSIM?"


Não foi a primeira vez que viu a chuva mas foi sem dúvida a primeira vez que a sentiu.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Até Quando?

Os Outonos passaram uma e outra vez ...
E assim como caíram as folhas caímos nós.
Vezes sem conta ...
Num enredo atroz.

Pode parecer bonito isto,
deve parecer, de quem está de fora ...
Mas tu que me cativas, insisto ...
por favor, não agora.

Que essa parte de mim partiu,
foi embora,
esperou e desistiu,
mandou-se borda fora.


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Existem "Almas" Gémeas?

Não, não é sobre O amor.

Nunca vos aconteceu conhecer, encontrar, uma ou mais pessoas assim? Que nas mais diversas situações, basta uma expressão para tornar as palavras obsoletas...
Em que um completa a frase do outro, fala o que o outro está a pensar ou como ja vi acontecer, começam a cantar a mesma parte de uma música ao mesmo tempo.
Em que os gostos e hábitos são praticamente os mesmos, até nos mais pequenos e mundanos pormenores?

Até agora acho que conheci 3 pessoas assim. Nenhuma da minha família e comparando essas três pessoas, nada têm a ver umas com as outras mas têm as três tudo a ver comigo. Curioso não?

Questiono-me se essa "conexão" é instantânea ou se só é possível depois de muito convívio, de muitas experiências e horas partilhadas entre cada um, onde os gostos se moldam e fundem com o devir.
 
Mas se não deixamos de ser quem somos e os nossos gostos são iguais ao que somos antes disso acontecer, então quero acreditar que se trata do primeiro caso. Que, independentemente do tempo que passarem juntas, aquelas "almas" (espiritualismos à parte) são à priori e indubitavelmente gémeas (ou irmãs se assim preferirem e para isso ter menos conotação amorosa).

Impreterivelmente, essas 3 pessoas eram e são meus amigos e não acredito que esta espécie de "conexão" se possa sentir ou fazer notar sem haver amizade, não se trata apenas de empatia.

E mesmo separada de alguns deles pelo tempo e pela vida, tenho a certeza de que quando os reencontrar, ainda seremos os mesmos, com a mesma intensidade. Como de resto, já aconteceu.

Porque há coisas que perduram ....




quinta-feira, 22 de agosto de 2013

ROUGH TIMES

Sabem daqueles sentimentos fortes que ás vezes parecem que nos vão rebentar o peito?
Daquele que nos fazem suar e mesmo sentir tonturas?
A ansiedade ...
A tristeza ...
A alegria ...
O sentimento de impotência ...
O gelado bloqueio dos pensamentos ...
O desconsolo ...

Não é que ande a sentir algo deste género nos últimos tempos.


domingo, 14 de julho de 2013

Balance

O que quer dizer equilíbrio ao certo? I really mean it ... Alguma vez se sentiram perfeitamente em equilíbrio?
Tiveram um momento em que a vossa consciência, força de vontade, coração e mente apontavam na mesma direcção, um momento sem a mais insignificante das dúvidas, em que todo o Universo conspirou para que, particularmente naquele momento, tudo fosse perfeito?

A vida muda, e quer queiramos quer não, todos mudamos. As mudanças podem ser bruscas ou então nem damos por elas, instalam-se sorrateiramente e só nos apercebemos quando chegamos à conclusão que não podemos voltar atrás, por já ser tarde demais.

No meu aniversário costumo aperceber-me de mudanças, mais que nunca. De ano para ano, mudam as pessoas, os locais, os cheiros e aromas. Muda quem me congratular (embora também haja quem o faça há anos), mudam as receitas, muda quem vem ao lanche do scone (que este ano foi bolo bordeaux velvet). É como um deja vu com alterações. Inevitavelmente, o interminável fio que é o tempo, muda ... e com ele, mudamos nós. "Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades".

E se, como a felicidade, o equilíbrio for algo puramente - certamente é -momentâneo? Se estivéssemos sempre felizes não seria preciso definir felicidade mas sim tristeza, a felicidade perderia significado, assim como o que nos importa é sermos felizes e não tristes, certo?

É que ás vezes torna-se difícil fazer com que tudo aponte para o mesmo lado, por vezes lutamos contra o nosso coração, outras contra o que o impede.

Porque há dias em que se torna confuso ... tudo ... para dizer a verdade. E ingrato. Claramente relacionei o título deste post com mudança e não foi intencional. Como é possível que num interior em constante mudança, se atinja o equilíbrio? Será o equilíbrio a felicidade? E aqueles momentos loucos, completamente imprevistos e altamente genuínos que marcarão para sempre as nossas vidas? Não terão sido também esses momentos de felicidade? (independentemente das consequências - positivas ou negativas - dos mesmos). Será a busca de felicidade um acto consciente ou a mesma vai-se proporcionando à medida que correm os dias?

É que para mim, os dias têm passado depressa demais.





quarta-feira, 26 de junho de 2013

Defeituosamente ...


Quando visualizamos algo perfeito, não será meramente ilusório?
Afinal, quer seja o orgulho, a futilidade, a insegurança, a gula, a inconsciência de se deixar arrebatar, todos nós temos algum ou muitos mais do que algum destes defeitos.
Sejam imperceptíveis ou estejam "esparralhados" na testa ao primeiro minuto de contacto ... são os defeitos que fazem de nós quem somos, que nos vincam as personalidades e convivências e alteram a forma como toleramos e nos moldamos (ou não) aos outros.
Porque querer, deliberada ou indeliberadamente, ser-se perfeito é não ter consciência da realidade e de que, com o devir, resultará com certeza em nada mais que pura decepção.

Somos humanos, e na guerra interior que todos travamos, carregamos aos nossos ombros tudo o que isso implica ...


(imagem de autor desconhecido)