sábado, 30 de agosto de 2014

Is Falling.

Ele vem aí.

Sinto vontade de me enroscar no sofá, começo a imaginar a decoração com bolotas cá para casa. A vontade de costurar a ficar cada vez mais forte.

Algo dentro de mim muda, é naqueles dias frescos mas ainda agradáveis que a calmaria se apodera de mim. As folhagens pálidas, os tons da terra confortam-me o coração.

No Outono, muitas coisas adormecem ou entram em letargia para sobreviver ao Inverno. Suponho que também faça parte dessa natureza. A sério que não quero que o Verão acabe, mas já o sinto a chegar ...

Anoitece mais cedo, o casaco já sabe bem ao final do dia ...

... Já o sinto. É a única Estação do ano que sinto.
Que seja boa para nós.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Prometemos Falhar

Hoje não escrevo, só leio:

"(...) Como poderia usufruir de um beijo teu se estava morto? E só por isso é que não morria para voltar a sentir o interior dos teus lábios, da última vez fui tão feliz quando encontrei a tua língua (...).

Se hoje escrevesse seria sobre a tua voz quando me disseres cheguei, e chegaste mesmo. 
De seguida eu abraço te com todos os anos que já vivemos juntos, peço te para me falares do silêncio e calamo-nos os dois.

E é assim que terminamos o dia, sem exigir grande felicidade nem especial estrondo, apenas contentados com a hipótese de amanhã acordarmos e continuarmos aqui. Pode ser triste, e se calhar até é, mas também é amor ... Ou apenas poesia."

Pedro Chagas Freitas em Prometo Falhar

 

domingo, 3 de agosto de 2014

Fico chocada

...  e não só.
Até me dá vontade de chorar.

Todos os seus dias foram passados em torno daquela casa. Arrumação, organização, cozinhados maravilhosos, mini-quinta com animais e legumes para toda a família, filhos já homens criados e educados da melhor forma que pôde, uma família equilibrada, uma casa (um lar) bonita, cheia de vida e sorrisos.

Como é possível que depois de uma mulher dedicar literalmente a vida à família (e com todo o sucesso), chegar aos seus 50 e tal anos e ouvir:
"O que é que ela ganha ou trabalha? O que é que ela tem? Nada. Quem ganha o dinheiro sou eu."

O que fazer depois de uma coisa destas? por certo até deve ser algo que acontece recorrentemente. Não percebo como pode não se valorizar a vida de uma mulher, de uma dona de casa ...haverá outro melhor exemplo de altruísmo? ou deverei chamar-lhe estupidez?
 
QUE NOJO DE ATITUDES.