sábado, 28 de setembro de 2013

A Magia na Chuva

Quando se é mãe uma criança, há coisas que ganham novo brilho.

Dou por mim a comover-me muito mais desde que o V. nasceu. É nos pequenos pormenores diários que isso acontece, principalmente por ver como ele lida com os animais, com a importância que dá ás plantas, pela forma activa com que vive as coisas.

Hoje começou a chover num ápice e se ao início se conteve e abriga-mo-nos debaixo das árvores (estávamos na rua), passados uns minutos segurá-lo era impossível ... e por isso deixei-o ir.

O que se passou a seguir foi um dos momentos mais bonitos que já vivi com o Vicente.
Parece tirado de um filme mas a verdade é que ele chapinhou...rodopiou ... sentiu a cara molhada ... e abriu a boca para beber água, sempre a olhar para o céu. Foi magia!

Fiquei imóvel a ver tudo aquilo e só pensava: 

"Em que altura da nossa vida deixamos de ver a vida ASSIM?"


Não foi a primeira vez que viu a chuva mas foi sem dúvida a primeira vez que a sentiu.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Até Quando?

Os Outonos passaram uma e outra vez ...
E assim como caíram as folhas caímos nós.
Vezes sem conta ...
Num enredo atroz.

Pode parecer bonito isto,
deve parecer, de quem está de fora ...
Mas tu que me cativas, insisto ...
por favor, não agora.

Que essa parte de mim partiu,
foi embora,
esperou e desistiu,
mandou-se borda fora.


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Existem "Almas" Gémeas?

Não, não é sobre O amor.

Nunca vos aconteceu conhecer, encontrar, uma ou mais pessoas assim? Que nas mais diversas situações, basta uma expressão para tornar as palavras obsoletas...
Em que um completa a frase do outro, fala o que o outro está a pensar ou como ja vi acontecer, começam a cantar a mesma parte de uma música ao mesmo tempo.
Em que os gostos e hábitos são praticamente os mesmos, até nos mais pequenos e mundanos pormenores?

Até agora acho que conheci 3 pessoas assim. Nenhuma da minha família e comparando essas três pessoas, nada têm a ver umas com as outras mas têm as três tudo a ver comigo. Curioso não?

Questiono-me se essa "conexão" é instantânea ou se só é possível depois de muito convívio, de muitas experiências e horas partilhadas entre cada um, onde os gostos se moldam e fundem com o devir.
 
Mas se não deixamos de ser quem somos e os nossos gostos são iguais ao que somos antes disso acontecer, então quero acreditar que se trata do primeiro caso. Que, independentemente do tempo que passarem juntas, aquelas "almas" (espiritualismos à parte) são à priori e indubitavelmente gémeas (ou irmãs se assim preferirem e para isso ter menos conotação amorosa).

Impreterivelmente, essas 3 pessoas eram e são meus amigos e não acredito que esta espécie de "conexão" se possa sentir ou fazer notar sem haver amizade, não se trata apenas de empatia.

E mesmo separada de alguns deles pelo tempo e pela vida, tenho a certeza de que quando os reencontrar, ainda seremos os mesmos, com a mesma intensidade. Como de resto, já aconteceu.

Porque há coisas que perduram ....