quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Existem "Almas" Gémeas?

Não, não é sobre O amor.

Nunca vos aconteceu conhecer, encontrar, uma ou mais pessoas assim? Que nas mais diversas situações, basta uma expressão para tornar as palavras obsoletas...
Em que um completa a frase do outro, fala o que o outro está a pensar ou como ja vi acontecer, começam a cantar a mesma parte de uma música ao mesmo tempo.
Em que os gostos e hábitos são praticamente os mesmos, até nos mais pequenos e mundanos pormenores?

Até agora acho que conheci 3 pessoas assim. Nenhuma da minha família e comparando essas três pessoas, nada têm a ver umas com as outras mas têm as três tudo a ver comigo. Curioso não?

Questiono-me se essa "conexão" é instantânea ou se só é possível depois de muito convívio, de muitas experiências e horas partilhadas entre cada um, onde os gostos se moldam e fundem com o devir.
 
Mas se não deixamos de ser quem somos e os nossos gostos são iguais ao que somos antes disso acontecer, então quero acreditar que se trata do primeiro caso. Que, independentemente do tempo que passarem juntas, aquelas "almas" (espiritualismos à parte) são à priori e indubitavelmente gémeas (ou irmãs se assim preferirem e para isso ter menos conotação amorosa).

Impreterivelmente, essas 3 pessoas eram e são meus amigos e não acredito que esta espécie de "conexão" se possa sentir ou fazer notar sem haver amizade, não se trata apenas de empatia.

E mesmo separada de alguns deles pelo tempo e pela vida, tenho a certeza de que quando os reencontrar, ainda seremos os mesmos, com a mesma intensidade. Como de resto, já aconteceu.

Porque há coisas que perduram ....




1 comentário:

This haunted home disse...

O tempo e a distancia são meramente ilustrativos para estas almas gémeas. A conexão é instantânea, conscientes ou não. A intensidade de algo que encontrou o "lugar" onde pertence nunca mais se perde. E é o que acontece com estas amizades, o tudo e o nada reencontram-se no instante do olhar. É como voltar atrás sem sair do lugar em que se está. É o relembrar de tudo o que foi vivido. E, o mais interessante, é a compreensão intuitiva de que tudo faz mais sentido com a existência desse outro olhar que se cruza com o nosso. E são tão raras estas "coisas que perduram". Obrigada :)