sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Prometemos Falhar

Hoje não escrevo, só leio:

"(...) Como poderia usufruir de um beijo teu se estava morto? E só por isso é que não morria para voltar a sentir o interior dos teus lábios, da última vez fui tão feliz quando encontrei a tua língua (...).

Se hoje escrevesse seria sobre a tua voz quando me disseres cheguei, e chegaste mesmo. 
De seguida eu abraço te com todos os anos que já vivemos juntos, peço te para me falares do silêncio e calamo-nos os dois.

E é assim que terminamos o dia, sem exigir grande felicidade nem especial estrondo, apenas contentados com a hipótese de amanhã acordarmos e continuarmos aqui. Pode ser triste, e se calhar até é, mas também é amor ... Ou apenas poesia."

Pedro Chagas Freitas em Prometo Falhar

 

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