quinta-feira, 18 de março de 2010

Assim Mesmo


Posso não ter noção do que perdi, mas pelo menos agora sei com o que contar.
Foi tudo tão rápido que não deu tempo de pensar, a verdade é que me sinto muito melhor agora, não sei como me sentirei hoje nem amanhã nem depois, mas hoje, sinto-me bem! Estou surpreendentemente feliz, aliviada, mas melancólica.
É estranho apercebermo-nos de como os sentidos mudam a nossa rota para tantas direcções. Hoje, indubitavelmente, disseram-me que talvez estivesse a caminhar no sentido errado, e todo este tempo que tenho estado a guardar tudo isto dentro de mim, fosse demais. Há tanto que queria ser livre para viver este turbilhão de sentimentos, para desesperar com os atritos, sonhar com os desejos e lidar com as desilusões, por ti, não me importo de esperar ou desesperar, é certo que me magoas mais vezes do que queres, mais vezes do que pensas e mais vezes do que sequer notas … talvez também te tenha magoado. Pela primeira vez aprecio o azedo sentimento do desencontro, o desafio do pouco diálogo e no fim de contas, o que me apetece mesmo é abraçar-te.
Porque somos tão diferentes, tu e eu, e ainda assim, continuo a querer beijar-te. E não imaginas o medo que tenho de embarcar numa outra aventura e magoar(me). Mas como vou voltar atrás? Não sei, porque ontem! Sim ontem, senti-me só por não te ter a meu lado para adormecer, queria ter sentido o teu beijo suave. Enrosquei-me, tapei-me o mais que pude com os cobertores, e ainda assim, o conforto que sentia não me soube  ao teu.

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